Empreender e Teologar

"A convergência de dois olhares específicos em prol do bem comum"


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Vocação Pastoral dos Leigos e Leigas

Robson Cavalcanti

Teólogo e Leigo Católico

Neste 4ª Domingo do tempo comum, deste mês dedicado as vocações, Igreja celebra a vocação para os ministérios e serviços na comunidade, com uma principal atenção aos leigos e leigas.

O termo Leigo: do negativo ao positivo.

O Termo leigo sugere muitas questões, pois é facilmente associado ao termo laico que significa não clérigo, laical, laico. Mesmo o dicionário Aurélio versão digital, explica no seu segundo ponto que leigo é aquele “que pertence ao povo cristão como tal e não à hierarquia eclesiástica” e no terceiro ponto leigo é aquele “que é estranho ou alheio a um assunto; desconhecedor. É sabido que na idade média, leigo era de fato o ignorante, o que não sabe de nada, o que não sabe o latim, que era língua oficial religiosa católica. Porém no século XXI temos pessoas altamente qualificadas em diversos seguimentos do campo do trabalho, que nos impede de aceitar esse termo com tanta facilidade.

A chave de interpretação para nós Cristãos é a chave de leitura do termo na perspectiva teológica, ou seja, no ambiente eclesial, da igreja, ele adquire novo sentido após o Vaticano II.

Ao buscar o significado do termo recorrendo às contribuições contidas no Dicionário Crítico de Teologia.[1], encontramos a concepção de dois campos semânticos. Um se refere à concepção moderna, na qual leigo é aquele que é independente de confissões religiosas, referente ao estado, manifestando toda a ausência de referências religiosas no sistema político e educacional. O outro campo semântico está ligado à “estruturação da igreja como sociedade religiosa, referente às pessoas ligadas a atividades comuns dos que são batizados, ao contrário dos clérigos, que além de serem batizados, recebem o sacramento da ordem e orientações para atos de governo, ensino e presidência dos cultos”.[2] É sobre este segundo campo semântico que queremos e precisamos dar atenção.

A palavra Leigo, significa, portanto, aquele que pertence ao povo ou provem do povo. É adjetivo da palavra Laos que quer dizer povo.

“Leigos, portanto, significa aquele que pertence ao povo de Deus, guardador e herdeiro da aliança, povo santo. Quer dizer Igreja em seu sentido primeiro e, por conseguinte, é uma palavra que tanto na linguagem judaica como depois na linguagem cristã, designa propriamente para povo consagrado por oposição aos povos profanos.”[3]

Na mesma linha, no Novo testamento é apresentada uma comunidade, um povo definido por sua relação com Deus ou com Cristo: (Igreja de Deus), ekkles°a tou Cristou (Igreja de Cristo), (povo de Deus), swma Cristou (corpo de Cristo)”. “Aqueles que não eram povo agora são povo de Deus”(1Pd. 2.10), com as qualidades do povo do Antigo Testamento, de “povo sagrado, reino sacerdotal”(Ex 19.6), povo que Deus escolheu e formou para que proclamassem louvores para si.”(Is 43.20-21).[4] Se há diferenças entre sacerdotes e leigos, entre os clérigos e o laicato, estas não se encontram na Igreja do Novo Testamento. A distinção neste período se dá entre um povo consagrado a Deus e um povo ainda no mundo. Um povo alienado pelo pecado e um povo santo que não é do mundo, mas está no mundo, ou seja, um povo eleito, colocado à parte, chamado e consagrado para uma verdadeira atuação profética de testemunhar Cristo Jesus. Este povo é dotado de dons espirituais, carismas dados gratuitamente pelo Espírito Santo Deus em benefício do bem comum. (1Co 12.7). A partir destes carismas, brotam os ministérios (diakon°ai) que são a forma prática de viver estes carismas na perspectiva do serviço, distribuídos conforme Deus quer através do Espírito Santo (1Co 12.11). Também é preciso considerar o fato de que os ministérios são distribuídos em vista do bem comum e não como uma distinção hierárquica.

Podemos encontrar no Novo Testamento várias pessoas que hoje poderíamos ousar chamá-los de Leigos como é o caso da Mãe de João Marcos que cedeu sua habitação para acolher Pedro depois que o Senhor o tirou da prisão (At 12.12-17), Lídia, (At 16.12-15), Áquila e Prisca que desempenharam o ministério de didáscalos (mestres, doutrores), considerados os responsáveis por essa tradição leiga na Igreja Posterior,[5] além de serem amigáveis hospitaleiros (At 18.2-3) e generosos cooperadores de Paulo (Rm 16.3), assim como muitos outros como Tirano (At 19.9), Ninfa (Cl 4.15), Filemon (Fm), Caio (Rm 16.23), etc. Outros ajudaram especificamente Paulo em seu trabalho missionário, como por exemplo, Evódia, Síntique, Clemente e outros colaboradores que trabalharam no Evangelho com Paulo (Fl 4.2-3); Trifena, Trifosa e Pérside, as quais trabalharam muito no Senhor (Rm 16.12); Aristaco, companheiro de prisão, Marcos, Jesus o justo, Eprafas cooperadores no Reino de Deus (Rm 16.10-12); Epafrodito, irmão cooperador, que mesmo a beira da morte por amor a obra de Cristo foi enviado aos Filipenses para suprir a falta do vosso serviço (Fl 2.25-30) e tantos outros.[6]

Portanto, é possível identificar os vários ministérios e serviços que Deus realiza, assumidos pelos cristãos “leigos e leigas.” Estes, a partir da disposição dos carismas recebidos pelo Espírito Santo, como dom de línguas, da profecia (1Co 14), são considerados profetas e doutores (At 13.1) aptos a pregar a palavra (2Tm 4.2) e consolidadores das comunidades (Ef 4.11-12). Estes cristãos, ao envolverem-se nas atividades apostólicas, testemunham o serviço e ministério que são carismas dados pelo Espírito Santo de Deus, manifestados livremente.[7]

É importante destacar que a maior parte das conversões ao cristianismo nos dois primeiros séculos se deu, sobretudo, pela ação dos leigos e leigas e não somente graças aos bispos e sacerdotes.[8] Esta ação se dava pela mediação de cristãos de todas as condições sociais. Ricos ofereciam suas casas para os encontros das comunidades que eram formadas, eram as igrejas domésticas. Na classe popular, aconteciam os gestos de amor, sinceridade e conhecimento mútuo, sobretudo das inquietudes que cada um trazia nos corações, onde Cristo realiza o resgate total da escravidão do pecado, para conferir às pessoas a liberdade de filhos e filhas de Deus[9].

Entre estes cristãos leigos, é possível destacar algumas pessoas que marcaram a história através dos gestos de amor e fidelidade ao Cristianismo em tempos de prevalência da perseguição e clandestinidade. Como exemplo, Tertuliano, Orígenes, Justino, Inácio de Antioquia e os milhares de Mártires, entre eles Santa Luzia. Os mártires, cristãos cuja fé está baseada em uma entrega total e incondicional a Deus revelado em Jesus Cristo, um compromisso levado até as ultimas conseqüências, ou seja, até a morte.

A vocação: Deus pergunta, o ser humano responde.

A palavra “vocação é uma palavra de derivada do verbo latino vocare que significa chamar, tradução do termo vocatione, que quer dizer chamado, chamada, convite, apelo, cuja sua raiz é a palavra vox,vocis isto é voz.”[10] Esta colocação ajuda a esclarecer a confusão que pode ser feita sobre este termo ao relacioná-lo com o sentido de inclinação ou aptidão, pois aptidão e inclinação para fazer algo é na verdade, conseqüência do chamado.

A teologia considera a vocação como algo de Deus, um ato de fé, uma força misteriosa e uma realidade teológica, pois “ninguém seria levado a fazer algo, gostar de alguma coisa, se não fosse atraído pela força misteriosa do chamamento.”[11] Nesta realidade é Deus quem chama a todos e todas à existência para realização do seu plano divino de salvação. Portanto, vocação é algo divino, onde os seres humanos se entendem como vocacionados por Deus para responder seu chamado. “Vós não me escolhestes a mim, eu vos escolhi a vós e vos destinei para irdes dar fruto; e para que vosso fruto permaneça” (Jo 15.16).[12]

Mas para complementar o conceito de vocação, o ser humano precisa dar sua resposta ao chamamento de Deus para que a vocação seja completa. “Deus no seu ato de chamar não descarta a participação do ser humano” que é livre para negar ou para decidir e abraçar o serviço comunitário, como os discípulos que “deixaram tudo e seguiram Jesus” (Lc 5.11).[13] Neste sentido, os talentos, a aptidão para realizar algo, devem ser entendidos como dons que Deus atribui aos seres humanos capacitando-os para responder ao seu chamado. Ou seja, “o Senhor oferece os dons de acordo com o tipo de vocação para qual cada um foi chamado”.[14] É um “apelo de Deus oferecendo a sua graça e procurando suscitar uma resposta”, onde “quem é chamado não perde a liberdade”, mas confirma seu compromisso com a missão de serviço à Igreja e ao mundo. Por isso ela “deve ser vista na perspectiva do serviço e da doação, disponibilidade e entrega”. Muitas vezes é necessário abdicar de valores e contra valores, gostos pessoais, inclinações, para dar uma resposta coerente e eficaz ao chamado de Deus. Para ilustrar, temos o exemplo de pessoas que abraçam o casamento e outras a vida consagrada, celibatária ou casta. Não é uma aptidão que distingue uma da outra, uma escolha entre algo bom ou ruim, mas é a vocação para a qual Deus as chamou, expressando a sua vontade e seu Reino.

A vocação se traduz também na comunhão com a trindade, uma vez que ela surge deste Deus portador do mistério trinitário, do Deus relação, Deus comunhão, Deus Pai, Filho e Espírito Santo, fonte e origem de toda vocação, que no seu infinito amor se relaciona e se comunica com os seres humanos.[15]

Pastoral: O pastoreio do Povo de Deus em Jesus Cristo, o bom Pastor

Dentro do tema da Pastoral, é necessário dizer que o catolicismo utiliza o termo pastoral diferente dos protestantes. Para o catolicismo o termo “refere-se à ação coletiva do Povo de Deus como Igreja, cuja hierarquia principal é o Bispo,” considerando a situação social, a memória da fé, a comunidade eclesial e a ordem do ministério episcopal, fazendo da Igreja, participante na história de acordo com os valores evangélicos. No protestantismo, o termo se refere exclusivamente à função do Pastor. A diferença, portanto, consiste no fato do catolicismo indicar uma comunidade, um conjunto de ministérios, enquanto o protestantismo indica o indivíduo, um carisma particular que acaba reduzindo o conceito à pessoa do pastor, que pode passar a acumular responsabilidades e centralizar vários ministérios na sua pessoa.[16]

É possível entender a pastoral como o conjunto de práticas desenvolvidas por clérigos e leigos, visando possibilitar vida abundante e crescimento da comunhão cristã, sendo “presença-sinal de salvação e difusão dos valores cristãos e evangélicos”, presença da “Igreja dentro do conflito, ao lado dos oprimidos e empobrecidos em vista da sua libertação.”[17]

Por uma vocação pastoral dos leigos e leigas autêntica

Os leigos, vivendo o testemunho do evangelho nos seus afazeres do cotidiano santificam o mundo através da sua vocação derivada de Deus. Ou seja, os cristãos leigos e cristã leigas possuem a vocação de colocar Igreja em relação com a realidade do mundo, fazendo-a cumprir sua missão salvadora no mundo. Isso quer dizer que a vocação dos leigos abre a perspectiva da salvação integral e global, onde Deus salva o mundo, a partir do mundo e não somente a partir de uma Igreja.

A igualdade e a unidade entre clero e leigos, onde é reconhecida que a vocação pastoral dos leigos é tão importante quanto à vocação sacerdotal, possibilitam desfazer qualquer abuso de poder e autoridade de ambas as partes, visto que uma é complementar a outra.

A vocação pastoral dos leigos e leigas também abrange sua atuação dentro e fora da igreja, onde de um lado os cristãos leigos são santificadores do mundo, protagonistas da evangelização e da missão e principais testemunhas do Reino de Deus, ao mesmo tempo em que estão orientados para os serviços internos da comunidade eclesial, nos diversos ministérios e pastorais da Igreja Católica. Neste sentido, é destacada a participação dos leigos na vida pública, nos campos: político, econômico e social, como interlocutores entre a Igreja e a sociedade, opostos a injustiça, baseados na ética solidária e detentores das virtudes da vida social. Com relação à atuação dos leigos voltado para as funções internas da Igreja Católica Romana, é possível entender que as Comunidades Eclesiais de Base são indispensáveis para a participação dos leigos na vida comunitária e na missão evangelizadora, pois nelas os leigos e leigas tem condições de vivenciar experiências concretas de apoio mutuo e contribuir em novos ministérios e serviços, expressão da dimensão carismática da Igreja que se renova através do Espírito Santo.

[1]     LACOSTE, Jean-Yes (dir.). Dicionário Crítico de teologia. Tradução: Paulo Meneses. et al. São Paulo: Paulinas: Edições Loyola, 2004. p. 1967.

[2]     BOUGEOIS. “Leigo/ Laicato” In: LACOSTE, 2004. op. cit., p. 1012-1016.

[3]     BOUGEOIS. “Leigo/ Laicato” In: LACOSTE, 2004. op. cit., p. 1012-1016.

[4]     ALMEIDA, 2006. op. cit., p. 20.

[5]     ALMEIDA, 2006. op. cit., p. 27.

[6]     ALMEIDA, 2006. op. cit., p. 22 e 23.

[7]     Ibidem, p. 26.

[8]     Ibidem, p. 31.

[9]     Ibidem, p. 31 e 32 passim.

[10]    OLIVEIRA, 1999. p. 19.

[11]    OLIVEIRA, 1999. p. 20.

[12]    Ibidem, p. 21.

[13]    Ibidem, p. 22.

[14]    Idem.

[15]    OLIVEIRA, 1999. p. 26-32.

[16]    SANTA ANA, 1985. p. 15 e 16.

[17]    LIBÂNIO, 1982. p. 119 e 120.

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Otimizar o processo de compras: 10 passos ara seu negócio decolar

O objetivo principal de uma empresa é gerar lucros e ter a capacidade de, além de se manter, direcionar suas metas para voos maiores. E como se faz isso? Com investimento do capital gerado pelas vendas. Isso parece até óbvio de se dizer, mas esse exercício de memória não é por acaso, pois muitas empresas ao não otimizarem o processo de compras acabam fazendo com que o crescimento seja barrado, com investimentos feitos sem foco e retrabalhos frequentes para corrigir erros em previsões, ou mesmo o abalo à imagem da corporação perante clientes insatisfeitos.

Por esse motivo listamos 10 passos simples para otimizar o processo de compras, injetando saúde ao organismo da empresa. Confira:

1 – Diagnóstico

Faça uma reunião com todos os responsáveis por compras e avalie a cadeia de suprimentos em todas as escalas. Defina pontos fortes e fracos, as potenciais ameaças e os pontos que podem ser melhorados. Verifique quais oportunidades têm passado sem serem notadas, coloque na ponta do lápis o que precisa ser melhorado para atingir melhor produtividade e os custos gerados, bem como, a saúde de fornecedores e a relação com outros setores integrados. Uma empresa de consultoria ajudará a traçar essa análise com maior competência, com ferramentas mais adequadas e um olhar mais técnico. É aquele negócio de “quem está de fora pode enxergar melhor”.

2 – Pense no Plano de Ação

Após o diagnóstico, é hora de cuidar do paciente, ou seja, arregaçar as mangas e iniciar a ação de reestabelecimento do setor. Observe as lições tiradas e as constatações e trabalhe em cima dos pontos que tenham possibilidades reais de melhoria. Não tenha um olhar passional sobre o assunto. Por exemplo, se você observou que um fornecedor não é regular no cumprimento de entregas ou da qualidade do produto, procure outro fornecedor. No mínimo dê um ultimato ao atual. Trabalhe nas melhorias mais urgentes e que podem ser aplicadas primeiro.

3 – Use o Benchmarking

Essa metodologia que visa aumentar a qualidade de processos de gestão por meio de análises contínuas e práticas é usada no mundo todo. Nessa ferramenta, os casos de sucesso de outras empresas são tomados como exemplo e planos de melhoria são traçados aos moldes de tais companhias. Um case de sucesso de uma empresa pode servir de guia para a recuperação do setor, ao usar-se as técnicas, serviços e produtos das referências tomadas.

4 – Faça a Gestão de Fornecedores

Ampliando a análise para além das portas, verifique se o fornecedor está devidamente identificado, listado e cadastrado, estando sob constante análise pelo setor para que ofereça sempre o melhor e de forma padronizada. Os dados devem estar atualizados e as consultas devem ser constantes.

5 – Realize a Gestão de Requisições

O processo de requisições de compras feitas pelos funcionários da empresa deve estar também sob essa lupa, e um sistema mais automatizado de solicitações pode ajudar na tarefa de triagem mais apurada de todo o fluxo. Isso permite uma maior consciência do todo nos gastos e investimentos de cada setor ou profissional.

6 – Empenhe-se na Gestão de Cotações

Não adianta ganhar por um lado e perder por outro. Fazer todo um estudo para compreender como vender melhor ou administrar recursos acaba sendo ineficiente se as cotações não estiverem sendo bem executadas. Tanto com fornecedores na hora de adquirir materiais quanto na hora de fazer a interface com clientes, a cotação deve ser clara, abrangente e rápida. Deixar potenciais clientes esperando ou com dúvidas é minar uma confiança preciosa, favorecendo a concorrência. As aquisições também precisam ser executadas tomando como base a melhor cotação de preços de fornecedores.

7 – Tenha uma Gestão de Pedidos eficiente

Não perca de vista os pedidos de compra, sempre mantendo organizados e com acesso rápido na hora de consultar. Observe o estoque e a necessidade de futuras reposições, acompanhando a etapa de recebimento de cada material proveniente dos fornecedores.

8 – Trabalhe com uma boa Gestão do Pagamento

Os produtos solicitados devem ter datas de pagamentos controladas, tendo sempre uma boa relação com fornecedores e canal aberto para aprimoramentos. Não é porque um fornecedor tem um padrão para outras empresas que não pode efetuar um trabalho mais personalizado, caso sua empresa precise. Pague sempre em dia e terá aliados nesta luta diária.

9 – Tenha sempre Funcionários Habilitados

Camisa de time não ganha jogo, portanto, a empresa por maior que seja, contará com seus funcionários como uma equipe conta com os jogadores. Na hora da decisão os talentos individuais contam muito. Todos precisam vislumbrar com clareza a estratégia da empresa, com treinamentos em dia e com ferramentas suficientes para o bem coletivo. Precisam entender que fazem parte do todo e que cada ação que executam reverbera nos demais.

10 – Faça uma Análise dos Resultados

Após visualizar os pontos de melhoria, aplicar as ferramentas e soluções propostas, é hora de ver os pontos bem sucedidos e o que ainda precisa de melhorias. Esse processo praticamente não termina e deve ser adotado como um exercício diário. Algumas mudanças deverão ser internalizadas por cada membro da equipe até que consigam aplicá-las naturalmente, seja em um simples telefonema de cotação, seja em uma compra maior.

E você, o que está fazendo para otimizar o processo de compras da sua empresa? Conte para a gente na seção de comentários abaixo!

Fonte: http://www.ibid.com.br/10-passos-simples-para-otimizar-o-processo-de-compras/


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Nas agitações dos mares da vida, Jesus Cristo nos dá a salvação na Oração

Robson Cavalcanti

Leigo Teólogo Católico

Por ocasião do 19º Domingo do Tempo Comum: 10 de Agosto de 2014.

Referência bíblica: Mt 14. 22-33

Depois da multiplicação dos pães, 22Jesus mandou que os discí­pulos entrassem na barca e seguis­sem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. 23Depois de despedi­-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. 24A barca, porém, já longe da terra, era agi­tada pelas ondas, pois o vento era contrário. 25Pelas três horas da ma­nhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. 26Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados, e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo. 27Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” 28Então Pedro lhe disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, ca­minhando sobre a água”. 29E Jesus respondeu: “Vem!” Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. 30Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” 31Je­sus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?” 32Assim que subiram no barco, o vento se acalmou. Os que estavam no barco, prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!”

Introdução

Bom dia a todos meus irmãos e irmãs em Cristo! Que bom estarmos aqui novamente louvando a Deus! Que bom ouvir a palavra de Deus, o evangelho de Jesus a boa noticia de Jesus. Eu estou feliz por estar aqui mais uma vez compartilhando a reflexão da palavra de Deus com vocês. Quero convidar vocês para refletir a palavra de Deus que no dia de hoje nos traz muitas lições.

O Primeiro livro dos Reis 19 9a 11-13a

Elias está triste e com medo. Triste porque os Israelitas abandonaram a aliança com Deus, derrubaram os altares e assassinaram os profetas e com medo porque agora querem matá-lo. Elias assim como os discípulos está atormentado, está agitado.

O furação, o terremoto, o fogo e a brisa são para o povo antigo elementos da manifestação de Deus que também é conhecido como Teofania. O Vento e o fogo são símbolos relacionados à vida do profeta, que é tido como fogoso e impetuoso como o vento. Ao se afastar da cidade, do movimento do agito, assim como Jesus Elias sobe solitário na montanha. E lá ele descobre o Senhor numa brisa. Descobre que Deus não se faz presente na agitação e que calado o tumulto o silencio traz a surpresa da presença de Deus.

Carta aos Romanos 9 1-5

Paulo o apostolo dos pagãos e irmão dos Judeus vive um sentimento de pena  e um gesto de solidariedade. Pena porque não aceitaram Jesus como messias, mas solidário ao considerar os privilégios dos Judeus e o máximo privilégio de que Jesus, o Messias descende desta raça. O filho que dá brilho a sua árvore genealógica.

O Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 14. 22-33

A Oração e as Preocupações

No Evangelho, podemos perceber alguns contrastes como Montanha e o Mar a Oração e a Agitação. Jesus na sua caminhada não deixava de orar. E vai orar sozinho. Imagino Eu que não porque ele era egoísta ou porque os discípulos eram dorminhocos, como ouvimos perto da morte de Jesus, mas porque o encontro com Deus é pessoal, exige paciência, fé, tranquilidade. Aqui Jesus nos mostra a importância e a seriedade da oração.

A barca, no entanto, longe da margem por causa do vento começa a ser atormentada. Ela pode simbolizar nós dento das nossas preocupações, desde as mais leves do dia-a-dia a até as mais complicadas, aquelas que tiram o sono.

Mas Jesus fortalecido pela oração, pelo encontro com Deus, vem caminhando sobre as nossas preocupações, em meio as nossas preocupações.

O Pavor o Medo e os Fantasmas

Os discípulos não ficaram apavorados pela tempestade e nos muitas vezes também não ficamos pelas nossas preocupações. Mas assim como os discípulos ficamos APAVORADOS, não com medo, mas APAVORADOS, por vários fantasmas que nós vamos criando dentro da nossa cabeça quando estamos preocupados. Fantasma como a desconfiança, a insegurança, a falta de fé que vão sendo alimentados dentro de nós. Para não alongar quero citar o exemplo daquela doença que nós já acreditamos que vamos morrer, ou daquela situação ruim no trabalho que já achamos que vamos ser demitidos, ou ainda a desconfiança conjugal, ou a falta de fé e esperança sobre a recuperação de um ente querido frente a um problema de doença ou vícios.

E quando nos dedicamos um pouco a nossa oração, quando abrimos mais o nosso coração, ficando mais vulneráveis, percebemos que o fantasma, aquele medo que na verdade é o próprio Jesus se aproximando da gente, é o medo do desconhecido encontro com o mestre que logo diz: Coragem! Sou Eu! Não tenham medo!

Eu Sou: Sou Eu

A frase “Sou Eu” nos lembra de Moisés no encontro com a sarça ardente onde Moisés pergunta quem aquele que o chama e a voz responde: “Eu Sou aquele que Sou” revelando para nós que Deus é Pai e Filho.

A falta de fé do discípulo Pedro e o Amor infinito de Jesus Cristo

Porém Pedro, que é aquele discípulo que mais se parece com a gente, mesmo ouvindo as palavras de Jesus ainda duvida e diz: Se for você manda ir ao seu encontro caminhando sobre as águas.

Como é desaforado esse Pedro não? Como nós somos desaforados não? Colocamos Jesus, Deus a prova. Mesmo naquele momento onde Deus está presente na nossa vida nós ainda duvidamos da sua presença.

Mas o amor de Deus é tão grande para conosco que ele ignora e diz: Vem! Eu te acolho! Eu te aceito! Eu te ajudo a superar isso que você sente! Sua insegurança, sua falta de fé,sua desconfiança!

Mas como esse encontro com Deus exige meditação, paciência, fé, tranquilidade, dedicar tempo, seriedade, a gente acaba voltando a sentir os nossos fantasmas, o vento que atormenta e começamos a afundar.

Pedro não teme porque se afunda, mas se afunda porque teme. E assim como Pedro, nós devemos gritar: Senhor salva-me! E reconhecer como ele que é o braço forte do Senhor que pode nos salvar!

E assim cantar como o salmista: “Mostrai-nos ó Senhor vossa bondade e a vossa salvação nos concedei” NÃO É LINDO ISSO GENTE! Pedro professou sua fé naquele momento, reconhecendo Jesus como Senhor, detentor da salvação, da nossa salvação.

Jesus nos estende a mão, mas repreende também. Como você é fraco na fé, porque duvidaste? Ele nos questiona. Aqui ele quer nos mostrar que nunca devemos duvidas do poder de Deus e que Deus sempre fará o que for de melhor para nós.

Profissão de Fé como fortalecimento e reconhecimento do Senhor no Filho

Logo que Jesus e Pedro subiram na barca o vento acalmou e os que estavam na barca professaram sua é dizendo: Verdadeiramente tu és o Filho de Deus!

Assim também acontece conosco quando deixamos Jesus subir nessa barca da nossa vida, que é a gente. O vento se acalma, MAS NÃO ACABA GENTE! Ela se acalma, ou seja, fica em um ponto onde conseguimos suportar e seguir em frente.

Que neste dia da vocação para a vida em família em especial para os pais, nós possamos vencer o medo, as agitações apoiados em Jesus Cristo, na oração.

Então como bom cristão que somos, assim como os discípulos, devemos professar e fortalecer nossa fé, reconhecendo e dizendo sempre que VERDADEIRAMENTE TU ÉS O FILHO DE DEUS!

Amém!