Empreender e Teologar

"A convergência de dois olhares específicos em prol do bem comum"

Uma faixa exclusiva de ônibus incomoda muita gente!

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Nós somos seres sociais, portanto vivemos em sociedade, considerando assim o pensamento coletivo.
Daí o meu apoio a faixa de ônibus, ainda que Eu utilize o automóvel como meio de transporte.
Muito pouco foi feito pelo transporte coletivo, pois colocar faixa exclusiva em vias com muito trafego, esburacadas, que não tem suporte e ainda, alterar e estinguir algumas linhas de ônibus não resolve o problema. Ainda é pouco. Mas o pouco com Deus é muito e este pouco ajudou amigos e familiares que usam o transporte coletivo e que trabalham em empresas de transporte coletivo.
Sempre digo que independente do nível social que estamos, mesmo tendo condições de andar de carro e outros privilégios, nunca devemos esquecer de onde viemos, do uso do transporte coletivo, da fila lotada dos pontos de ônibus e dos ônibus lotados. Apoiar essas iniciativas é dizer aos que ainda dependem deste transporte: “Tamo Junto amigos!”
 
Eis o artigo que mostra dados interessantes.

Robson Cavalcanti

Teólogo e Leigo Católico

 
Quinta, 09 de janeiro de 2014

 

Uma faixa exclusiva de ônibus incomoda muita gente…

300 km de faixas incomodam muito mais…
 

“A ‘má vontade’ de nossos gestores sempre se voltou ao transporte coletivo e quem sempre usufruiu de ‘tratamento VIP’ foram os carros… afinal, o transporte por ônibus em nosso país sempre foi considerado ‘coisa de pobre’ e, como tal, nunca precisou ser eficiente, muito menos confortável”, escreve Raquel Rolnik, professora de Arquitetura e Urbanismo na USP, em artigo publicado no blog Habitat, 08-01-2014.

Todos os dias, os paulistanos gastam, em média, 2h e 42min para se locomover na cidade. Por mês, são dois dias e seis horas passados no trânsito. Por ano, chegamos a passar, em média, 27 dias presos em congestionamentos.

Não é difícil adivinhar que setor da população puxa essa média pra cima: segundo dados da última pesquisa Origem e Destino, realizada pelo metrô, o tempo gasto pelos usuários de transporte público em seus deslocamentos é 2,13 vezes maior que o de quem usa o transporte individual.

Sob o impulso das manifestações de junho, uma das medidas adotadas em São Paulo para tentar enfrentar o problema do transporte público foi a implementação de faixas exclusivas de ônibus em várias regiões da cidade. Neste final de ano, já são 295 km de faixas exclusivas e um ganho de quase 50% na velocidade média dos ônibus, que subiu de 13,8 km/h para 20,4 km/h.

Mas a medida vem descontentando, principalmente, usuários de automóvel particular, que têm passado mais tempo em congestionamentos desde a instalação das faixas. Sobre o assunto, um dos primeiros que se manifestou contrariamente às faixas foi o Estadão, que em um editorial do mês de outubro acusou a gestão municipal de “má vontade com o transporte individual”.

Recentemente foi a vez de a revista Época São Paulo decretar em manchete de capa que a experiência das faixas “deu errado”. Na matéria, a revista acusa a frota de ônibus paulistana de ter recebido “tratamento VIP” em diversas ruas da cidade.

Quem fala em “má vontade com o transporte individual” e em “tratamento VIP” dado aos ônibus parece desconhecer o fato de que os carros particulares, que transportam apenas 28% dos paulistanos, ocupam cerca de 80% do espaço das vias. Enquanto isso, os ônibus de linha e fretados, que transportam 68% da população, ocupam somente 8% desse espaço.

Esses números só confirmam que, na verdade, a “má vontade” de nossos gestores sempre se voltou ao transporte coletivo e quem sempre usufruiu de “tratamento VIP” foram os carros… afinal, o transporte por ônibus em nosso país sempre foi considerado “coisa de pobre” e, como tal, nunca precisou ser eficiente, muito menos confortável.

Em São Paulo, de fato, 74% das viagens motorizadas da população com renda até quatro salários mínimos são feitas por modo coletivo. De imediato, a implementação das faixas exclusivas de ônibus beneficia especialmente essa população, que depende do transporte público e historicamente é a mais afetada pela precariedade do sistema.

Entretanto, apenas criar faixas exclusivas, sem introduzir mudanças substanciais na qualidade, regularidade e distribuição dos ônibus, não vai produzir a mudança desejada de não apenas propiciar conforto para quem já é usuário, mas também atrair novos usuários, que hoje se deslocam em automóveis.

Isso inclui desde medidas básicas, como comunicar aos passageiros quais linhas passam em cada ponto, até a melhoria da distribuição das linhas e sua frequência.

Evidentemente, um plano de melhorias a ser implementado ao longo dos próximos anos é necessário para que este conjunto de aspectos seja atacado. Se este plano existe, onde se encontra? Quando foi lançado e por quem foi debatido antes de ser adotado?

Parte das avaliações negativas com relação ao transporte público tem a ver também com isso: anunciam-se medidas e não se pactua uma intervenção articulada, de longo prazo, em que os usuários consigam saber o que, quando e como será alterado…

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/noticias/527087-uma-faixa-exclusiva-de-onibus-incomoda-muita-gente

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Autor: Robson Cavalcanti

Sou um Cristão, Leigo, Teólogo, muito bem casado com uma esposa maravilhosa e empreendedora magnifica que é a Érika. Gosto de humor e da reflexão teológica, principalmente a produzida na América Latina, mais conhecida como Teologia da Libertação. Gosto de buscar conhecimento, gosto de ousar, gosto de arriscar mesmo que as vezes possa errar, pois afinal, somos seres em continua construção, Deus ainda não me terminou!

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