Empreender e Teologar

"A convergência de dois olhares específicos em prol do bem comum"

“O Espírito não se domestica”

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Que alegria! Hoje para muitos é um dia de alegria! Dia em que tivemos a certeza do posicionamento do nosso querido “Bispo de Roma” a favor da retomada do “espírito” do Concílio Vaticano II, depois de quase cinqüenta anos de impasse.

Os conservadores e fundamentalistas terão que aceitar este posicionamento, pois o dogma da a infalibilidade papal é muito difundida por eles…rsrs.

Eu sou profundamente agradecido a Deus por me conceder a Graça de estar vivendo este Kairós, tempo de Deus na vida de toda Igreja Católica!

Sinto que muitas coisas boas hão de vir e espero em Deus que o laicato seja contemplado neste novo caminhar da Igreja.

Este sentimento de alegria eu compartilho agora com vocês apresentando o texto abaixo:

«Hoje é o aniversário de Bento XVI. Ofereçamos a missa por ele, para que o Senhor esteja com ele, o conforte e lhe dê muita consolação». No início da celebração eucarística presidida na terça-feira 16 de Abril, na capela da Domus Sanctae Marthae, o primeiro pensamento do Papa Francisco foi dirigido ao seu predecessor no dia do seu octogésimo sexto aniversário. Entretanto a homilia foi a ocasião para advertir quantos se deixam seduzir pela tentação de opor resistência ao Espírito Santo. «O Espírito – afirmou com doçura – não se domestica!».

Não foi ocasional a referência do Pontífice ao concílio Vaticano II que, disse, «constituiu uma bonita obra do Espírito Santo. Pensai no Papa João: parecia um pároco bom e ele foi obediente ao Espírito Santo», realizando o que o Espírito desejava. «Mas após cinquenta anos – questionou-se – fizemos tudo o que nos disse o Espírito Santo no concílio», naquela «continuidade no crescimento da Igreja que foi o concílio?».

«Não» foi a sua resposta. «Festejamos este aniversário – explicou – quase que erigindo «um monumento» ao concílio, mas preocupamo-nos sobretudo que «não incomode. Não queremos mudar». Aliás: «há vozes que gostariam de voltar para trás. Isto chama-se “ser teimoso”, chama-se querer “domesticar o Espírito Santo”, chama-se tornar-se “insensatos e lentos de coração”».

O Papa referiu-se à primeira leitura tirada dos Actos dos Apóstolos (7, 51-8, 1a). «As palavras de Estêvão – afirmou – são fortes: “Teimosos e não circuncisos no coração e nos ouvidos, vós opondes sempre resistência ao Espírito Santo. Como os vosos pais, assim sois também vós. Qual dos profetas os vossos pais não perseguiram? Eles mataram os que prenunciavam a vinda do Justo, do qual agora vos tornastes traidores e assassinos”. “Assassinastes” os profetas, depois fizestes-lhes um bonito túmulo, um monumento, não? – não sei se se diz exactamente assim – e depois de os terdes matado, veneraste-los. Eis que se manifesta a resistência ao Espírito Santo. Também o próprio Jesus, um pouco mais suavemente, di-lo, com mais mansidão, aos discípulos de Emaús: “Insensatos e lentos de coração, que acreditais em tudo o que anunciaram os profetas!”».

Também entre nós, acrescentou o Pontífice, se manifesta a resistência ao Espírito Santo. Aliás, «para dizer claramente, o Espírito Santo incomoda-nos. Porque – explicou – move-nos, faz-nos caminhar, impele a Igreja para a frente. E nós somos como Pedro na transfiguração: “Ah, que bom permanecer assim, todos unidos!”. Mas que não nos incomode. Queremos que o Espírito Santo nos adormeça. Queremos domesticar o Espírito Santo. E isto não está bem. Porque ele é Deus e é aquele vento que vai e vem, e tu não sabes de onde. É a força de Deus; é aquele que nos dá a consolação e a força para continuar. Mas para ir em frente! E isto incomoda. A comodidade é melhor. Poderíeis dizer: “Mas, padre, isto acontecia naqueles tempos. Agora estamos todos contentes com o Espírito Santo”. Não, não é verdade! Esta tentação existe ainda hoje», como demonstra a experiência da recepção do concílio Vaticano II.

«Também na nossa vida pessoal, na vida particular – continuou o Papa – acontece o mesmo: o Espírito impele-nos a iniciar uma estrada mais evangélica, e nós: “Mas não, está bem assim, Senhor…”». Eis a exortação conclusiva: «Não opor resistência ao Espírito Santo». Porque «é o Espírito que nos torna livres, com a liberdade de Jesus, com a liberdade dos filhos de Deus! Não opor resistência ao Espírito santo: esta é a graça que gostaria que todos nós pedíssemos ao Senhor; a docilidade ao Espírito Santo, ao Espírito que vem até nós e nos faz ir em frente no caminho da santidade, a santidade tão bonita da Igreja. A graça da docilidade ao Espírito Santo».

Participaram na celebração, entre outros, os componentes da presidência e de diversos departamentos centrais do Governatorado do Estado da Cidade do Vaticano – guiados pelo cardeal presidente Giuseppe Bertello e pelo bispo secretário-geral Giuseppe Sciacca, que concelebraram – juntamente com a direcção da Contadoria do Estado, com o director Antonio Chiminello. Entre os concelebrantes estava também o patriarca de Jerusalém dos Latinos, Fouad Twal, recebido ontem em audiência pelo Pontífice.

Fonte:http://www.osservatoreromano.va/portal/dt?JSPTabContainer.setSelected=JSPTabContainer%252FHome

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Autor: Robson Cavalcanti

Sou um Cristão, Leigo, Teólogo, muito bem casado com uma esposa maravilhosa e empreendedora magnifica que é a Érika. Gosto de humor e da reflexão teológica, principalmente a produzida na América Latina, mais conhecida como Teologia da Libertação. Gosto de buscar conhecimento, gosto de ousar, gosto de arriscar mesmo que as vezes possa errar, pois afinal, somos seres em continua construção, Deus ainda não me terminou!

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