Empreender e Teologar

"A convergência de dois olhares específicos em prol do bem comum"


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O que é religião?

27-09-2012.

Robson Cavalcanti

Graduando em Teologia pela Faculdade de Teologia da Igreja Metodista – UMESP

Resumo do Livro: ALVES, Rubem. O que é religião? 10ª ed. São Paulo: Loyola, 2009. 131 p.

No mundo antigo era a religião era a bússola que o orientava. Ela era o esforço de pensar a realidade a partir da exigência de que a vida faça sentido. Contudo a ciência e a tecnologia, com seu saber cientifico e seu rigoroso ateísmo metodológico tomaram o espaço da religião. A religião passa agora a ocupar um lugar fora do mundo cientifico, uma vez que antes a religião era parte integrante. Isso quer dizer que no mundo dessacralizado a lógica é invertida, causando embaraço diante da experiência religiosa.

Contudo, quando esgotam os recursos da técnica surgem perguntas sobre o sentido da vida, como perguntas religiosas transvertidas por meio de símbolos secularizados.

A religião, neste sentido, se apresenta como presença invisível, espelho, bem próxima de nós.

É preciso lembrar que o ser humano é um ser de desejo, onde o corpo passa a ser uma criação da cultura ao invés de entidade da natureza. Os seres humanos vivem de símbolos que dão ordem, sentido para a vida e vontade para viver. A religião surge destas redes de símbolos, desejos, confissão da espera, horizonte dos horizontes, da pretensiosa tentativa de transubstanciar a natureza.

A religião nasce com o poder que o ser humano tem de dar nomes às coisas, tornando-as sagradas, como os santuários, lugares, capelas, templos, além dos gestos como o silencio, olhares, procissões, etc; e se apresentando como uma rede de símbolos. Uma vez que o sagrado se instaura sob o poder do invisível, surge a linguagem religiosa se referindo as coisas invisíveis. Ou seja, o discurso religioso transforma entidades vazias em portadoras de sentido, como se fossem parte do mundo humano, extensões de nós mesmos. Porém vale lembrar que a religião é construída pelos símbolos que os homens usam, não vivendo em si mesmo e faltando sempre autonomia das coisas da natureza. Mas é inegável que para a religião não importam os fatos e as presenças que os sentidos podem agarrar, mas os objetos que a fantasia e a imaginação podem construir, ou seja, as entidades religiosas são entidades imaginárias, sugerindo que ela tem o poder, o amor e a dignidade do imaginário.

A religião aparece como a grande hipótese e aposta de que o universo inteiro possui uma face humana, onde são necessárias as asas da imaginação para articular os símbolos da ausência, este universo simbólico que proclama que toda a realidade é portadora de um sentido humano que invoca o cosmos inteiro para significar a validade da existência humana. Os símbolos, portanto, respondem a necessidade de viver num mundo que faça sentido. Os seres humanos vivem também de símbolos, pois possibilitam ordem, sentido e vontade para viver, observando o quanto a imaginação tem contribuído para sobrevivência do ser humano.

Esquecemos que as coisas culturais são inventadas por nós e temos a sensação que são naturais, pois quando nascemos à ordem social já está dada. O mesmo acontece com os símbolos que por serem frequentemente são tratados como se fossem coisas, deixando de ser tratados como hipóteses, como manifestação da realidade. A religião, por exemplo, remete a um símbolo com poder de congregar pessoas, articulando um projeto comum de vida. É necessário considerar que o processo histórico no qual a civilização se formou, foi influenciado pelos hebreus e cristãos de um lado, mas também gregos e romanos do outro, com mentalidades totalmente distintas.

A idade média foi o período histórico onde os símbolos do sagrado, do mundo invisível, estivessem mais próximos das realidades terrestres. Contudo, o mundo burguês da modernidade veio dominado pela razão, condenando o sagrado, possibilitando que a natureza não fosse mais considerada sagrada, agora podendo explorá-la como uma fornecedora de matéria prima. A religião representava, nesse contexto, o passado a tradição.

Os empiristas positivistas consideraram a religião como engodo e ignoraram como coisa social, interpretando-a de maneira invertida. A religião, neste sentido é vista como aquela que estabelece dois olhares para o universo, sendo um referente às coisas sagradas e o outro às mundanas.

O fato é que a religião para os fiéis não é uma idéia, mas uma força, ou seja, aquele que entra em comunhão com seu Deus se sente fortalecido, mais forte. É um equívoco pensar que o sagrado é somente aquilo que ostenta nomes religiosos tradicionais, pois as roupagens religiosas se alteram conforme apontou Durkheim.

De fato é possível entender a religião como um discurso sem sentido ao mesmo tempo em que ela se revela como esperança de razões para viver e morrer. É possível fazer uma análise sociológica. Porém vale lembrar que a religião é subjetiva, é enigma. Por se configurar como ilusão, realização dos mais velhos, mais fortes e mais urgentes desejos da humanidade, onde Deus se configura como o coração fictício que o desejo inventou, tornando a vida mais suave, para Marx é ópio do Povo. Mas a humanidade abandonou  as ilusões inventadas e cristalizadas pela religião e mergulhou na realidade explicada pela ciência.

O segredo da religião é o ateísmo, porque ela é uma linguagem religiosa como um espelho daquilo que mais amamos, nossa própria essência. Os sonhos religiosos se configuram em fragmentos utópicos de uma nova ordem a ser construída, à espera de uma nova terra, um novo corpo.

Com os profetas bíblicos do Antigo Testamento se instaurou um novo tipo de religião de natureza ética e política, onde entendia que a relação do ser humano com Deus tinha que passar pela relação da humanidade entre si. Eles perceberam que a religião ópio do povo, falsa religião, cultivando nos interesses da opressão. Compreenderam que a religião possui a ambivalência de prestar a objetivos opostos, dependendo daqueles que manipulam os símbolos sagrados. Ou seja, pode ser usada para iluminar ou para cegar.

Contudo essa memória se perdeu, restando somente a da religião dos fortes, ainda que a religião dos profetas tenha emergido em alguns lugares. Este e outros fatores permitiram a reconstrução da visão profética da religião como instrumento de libertação dos oprimidos. Em meio a mártires e profetas, Deus é o protesto e poder dos oprimidos.

A religião sofre a acusação de louca balbucia, de coisa sem nexo, distribuindo ilusões, de um lado, mas é considerado, no entanto que sem a religião o mundo não pode existir, pois ao decifrar seus símbolos e contemplá-los, é feito como num espelho. Ao ouvir pessoas religiosas, é bom fazer de conta que está acreditando, pois a religião fala sobre o sentido da vida, declarando que vale a pena viver. Daí poder entender porque tantas pessoas anseiam pela religião.

Portanto, a religião ousa formar sentimento, o sentido da vida, cuidando com carinho especial erigindo casas aos deuses e casas aos mortos, templos e sepulcros, entregando aos deuses os seus mortos em esperança, pois entre as casas dos dois brilha a esperança da vida eterna.

Colocando os sepulcros nas mãos dos deuses, a religião obriga a inimiga morte a se transformar em irmãs. Livres para morrer, os homens estariam livres para viver. A experiência religiosa dependerá do futuro de horizontes utópicos.

A grande marca da religião é a esperança. Ernest Bloch já dizia que “onde está a esperança, ali também está à religião”. A religião, neste sentido, é uma aposta apaixonada, pois não há certezas. É o mais belo o risco ao lado da esperança que uma certeza ao lado de um universo frio e sem sentido.


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Dons e Caridade. Juntos em Cristo Jesus!

02-04-2012

Robson Cavalcanti

Graduando em Teologia pela Faculdade de Teologia da Igreja Metodista – UMESP

Certo dia, conversando com uma amiga chamada Meire sobre dedicação a uma causa, vontade, compromisso e caridade e suas contradições na vida humana, me fez lembrar o Apóstolo Paulo e suas cartas à comunidade de Corinto. Uma comunidade cristã que enfrenta contradições também. Mas Paulo diligentemente manda cartas na tentativa de amenizar os problemas. Convido-vos a análise do capítulo 12 onde está escrito:

4.Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. 5.Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. 6.Há diferentes atividades, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. 7.A cada um é dada a manifestação do Espírito, em vista do bem de todos. 8.A um é dada pelo Espírito uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de conhecimento segundo o mesmo Espírito. 9.A outro é dada a fé, pelo mesmo Espírito. A outro são dados dons de cura, pelo mesmo Espírito. 10.A outro, o poder de fazer milagres. A outro, a profecia. A outro, o discernimento dos espíritos. A outro, a diversidade de línguas. A outro, o dom de as interpretar. 11.Todas essas coisas as realiza um e o mesmo Espírito, que distribui a cada um conforme quer. 12.Como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo. 13.De fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num só Espírito, para formarmos um só corpo, e todos nós bebemos de um único Espírito. 14.Com efeito, o corpo não é feito de um membro apenas, mas de muitos membros. 15.Se o pé disser: “Eu não sou mão, portanto não pertenço ao corpo”, nem por isso deixa de pertencer ao corpo. 16.E se o ouvido disser: “Eu não sou olho, portanto não pertenço ao corpo”, nem por isso deixará de pertencer ao corpo. 17.Se o corpo todo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se o corpo todo fosse ouvido, onde estaria o olfato? 18.De fato, Deus dispôs os membros, e cada um deles, no corpo, conforme quis. 19.Se houvesse apenas um membro, onde estaria o corpo? 20.Mas, de fato, há muitos membros e, no entanto, um só corpo. 21.O olho não pode dizer à mão: “Não preciso de ti”, nem a cabeça dizer aos pés: “Não preciso de vós”. 22.Bem mais ainda, mesmo os membros do corpo que parecem ser os mais fracos, são indispensáveis. 23.Também os membros que consideramos menos honrosos, a estes cercamos com mais honra; e os que temos por menos decentes, nós os tratamos com mais decência. 24.Os que consideramos decentes não precisam de cuidado especial. Mas Deus, quando formou o corpo, deu mais honra ao que nele é tido como sem valor, 25.para que não haja divisão no corpo, mas, pelo contrário, os membros sejam igualmente solícitos uns pelos outros. 26.Se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele; se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele. 27.Vós todos sois o corpo de Cristo e, individualmente, sois membros desse corpo. 28.Assim, na Igreja, Deus estabeleceu, primeiro, os apóstolos; segundo, os profetas; terceiro, os que ensinam; depois, dons diversos: milagres, cura, beneficência, administração, diversidade de línguas. 29.Acaso todos são apóstolos? Todos são profetas? Todos ensinam? Todos fazem milagres? 30.Todos têm dons de cura? Todos falam em línguas? Todos as interpretam? 31. Aspirai aos dons mais elevados(….) (1Cor 4-31a.)

Quero dar minha percepção e perspectiva Cristã, respeitando as outras religiões e suas interpretações.

Deus realiza tudo em todos pelo Espírito Santo de Deus e sua manifestação se dá pelo bem de todos. Muitos dons são dados pelo Espírito como Paulo aponta nos versículos 9 e 10. Infelizmente as pessoas não entendem esta diversidade de dons, não aceitam que possamos tê-los e outros acabam brigando por causa deles.

As pessoas precisam entender que o jeito com que lidamos com alegrias e tristezas da vida estão relacionados à manifestação de algum dom e que isso não tem nada a ver com ser anormal ou estranha e de maneira nenhuma tira a dignidade da pessoa de serem filhos e filhas de Deus. Enfim, no meu ver, Paulo escreve essa metáfora justamente porque havia competição, discriminação, complexos, etc, com relação ao dom de cada um. Eu pergunto: esse ambiente lhes parece familiar?

Segundo o Apóstolo Paulo, todos são membros do mesmo corpo. Todos são partes da unidade em Jesus Cristo que é a cabeça, o caminho a verdade e a vida. Assim, já não existe mais “judeu ou grego, escravo ou livre, homem ou mulher” eu acrescento ainda, entre pessoas que exercem um dom diferente da outra, pois todos “são um em Cristo Jesus” (Gl 3.28).

Contudo, Paulo quer nos orientar a aspiração de dons mais elevados. E por isso ele apresenta um caminho incomparavelmente melhor conforme a segunda parte do versículo 31 que diz… “(…)e vou ainda mostrar-vos um caminho incomparavelmente superior.” (1Cor 12.321b). E segue no outro capítulo com esta exortação ao amor (caridade) como chave para solução dos problemas comunitários.

Se eu falasse as línguas dos homens e as dos anjos, mas não tivesse amor, eu seria como um bronze que soa ou um címbalo que retine. 2. Se eu tivesse o dom da profecia, se conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, se tivesse toda a fé, a ponto de remover montanhas, mas não tivesse amor, eu nada seria. 3. Se eu gastasse todos os meus bens no sustento dos pobres e até me entregasse como escravo, para me gloriar, mas não tivesse amor, de nada me aproveitaria. 4. O amor é paciente, é benfazejo; não é invejoso, não é presunçoso nem se incha de orgulho;   5. não faz nada de vergonhoso, não é interesseiro, não se encoleriza, não leva em conta o mal sofrido; 6. não se alegra com a injustiça, mas fica alegre com a verdade. 7. Ele desculpa tudo, crê tudo, espera tudo, suporta tudo. 8. O amor jamais acabará. As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência desaparecerá. 9. Com efeito, o nosso conhecimento é limitado, como também é limitado nosso profetizar. 10. Mas, quando vier o que é perfeito, desaparecerá o que é imperfeito.   11. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Quando me tornei adulto, rejeitei o que era próprio de criança. 12. Agora nós vemos num espelho, confusamente; mas, então, veremos face a face. Agora, conheço apenas em parte, mas, então, conhecerei completamente, como sou conhecido. 13. Atualmente permanecem estas três: a fé, a esperança, o amor. Mas a maior delas é o amor. (1Cor 13.)

Este caminho é o Amor que também pode ser traduzido como Caridade. Paulo então apresenta este caminho como algo muito melhor e saudável do que ficar aspirando dons. Melhor que aspirar dons, ame, realize, exerça a caridade!

Portanto, que continuemos buscando trilhar este caminho do Amor, com nossos dons, respeitando os dos demais, pois tenho a certeza de que isso é muito belo aos olhos de Deus!

Continuemos vivendo no amor!

E como dizia Santa Paula Frassinetti: “Do coração não nos podem tirar Deus, e com Deus nunca seremos pobres, nem estaremos sós, nem abandonados.”

(Santa Paula Frassinetti)

Deus nos abençoe!


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Um Reflexão Teológica sobre o discipulado no poema de Oswaldo Montenegro–METADE

 

Metade

Oswaldo Montenegro

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

Fonte: http://letras.mus.br/oswaldo-montenegro/72954/ acesso em 20-10-2012.

Acredito que este poema enaltece o elemento da nossa humanidade. O discípulo é humano e por tanto, vive também uma tensão existencial. Neste sentido, mesmo o discípulo de Cristo, sente medo. No entanto, o discípulo carrega em si também a esperança e a utopia, oferecida pelo Cristo Ressuscitado. Mesmo que “o medo que temos tenha força”, a nossa esperança nos permite ver o que almejamos , faz-nos profetas diante da “morte daquilo que acreditamos” não calando e nem tapando os nossos ouvidos.

O Discípulo também lida em muitos casos com a questão da partida e da saudade, pois muitos saem em missão para lugares que infelizmente nossa esposa, filhos, pai, mãe, enfim a família não pode ou consegue ir. Ou às vezes são os pais que respondendo o chamamento de Deus, vão e deixam os filhos.

O discípulo é um ser humano de sentimentos, com empatia, compaixão, humildade e abnegação de status. A “vontade de ir embora”, desistir, jogar para o alto é frequente diante das situações vivenciais do cotidiano, principalmente em ambiente de pouca aceitação deste estilo de vida. Contudo, como diz o poeta, que nós discípulos de Cristo, possamos transformar estes sentimentos “na paz que merecemos”, vislumbrando a recompensa no céu conforme prometida pelo Próprio Jesus (Mt 5.12).

A solidão acompanha o discipulado. Na condição de teólogo quase sempre está sozinho em sua reflexão. Na condição de discípulo missionário, existe a indisposição das pessoas no ouvir e praticar seu testemunho. O gostar de si mesmo e acreditar em si mesmo é fundamental embora a tensão existencial seja iminente. Em Rm 7.19, percebemos esta tensão quando diz: “não faço o bem que quero, mas o mal que não quero.” Contudo, precisamos permitir que Cristo habite em nós, transformando-nos em novas criaturas e fiéis testemunhas a ponto de Cristo viver em nós (Gl 2.20).

Que a dimensão lúdica nunca seja deixada de lado, pois Jesus quer que sejamos felizes. Que sejamos como crianças que sorri, tem coragem, é teimosa, pois não desiste fácil das coisas e tem sempre um sorriso, uma alegria que contagia os outros mesmo diante de dificuldades. Esta alegria nos dá paz de espírito. Não esquecendo o cansaço que envolve a nossa humanidade, o discípulo se permita tirar momentos de lazer e férias. Por fim, o amor seja a marca deste discipulado, pois Deus é amor. O discípulo por amar, é visto como louco em um mundo que em determinadas situações se entrega ao desamor. Mas pelo ato de amar, ele também propaga Deus. Cristo como diz São Paulo, é poder e sabedoria de Deus (ICor 1.24). Logo, “o que para o mundo é loucura, Deus o escolheu para envergonhar os sábios, e o que para o mundo é fraqueza, Deus o escolheu para envergonhar o forte.” (ICor 1.27). Que o amor seja, portanto, vivencial e a marca indelével do discipulado, pois é das virtudes do ser humano a maior. (ICor 13).

Robson Cavalcanti

Graduando em Teologia pela faculdade de Teologia da Igreja Metodista, Universidade Metodista de São Paulo – UMESP.